By fe1st

Cem mil sensações…

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Hum mil (ou Um mil, ou ainda somente ‘mil’), quinhentos e sessenta e quatro dias.

 

O tempo necessário para atingir a “mítica” marca de 100 mil quilômetros.

Alguns que passaram beem rápido, outros bem lentamente, inclusive um hiato de 5 meses, devido a um acidente (que vou contar em outra oportunidade 😉 ).

Eu poderia discorrer sobre o que isto poderia significar, buscar razões no universo, explicações transcendentais, filosóficas, técnicas, etc. Poderia falar sobre a busca de algo efêmero, um algarismo a mais no odômetro…

Meses antes já fazia contas com os amigos quando chegaria o dia. Não havia certeza se o painel iria zerar ou chegar realmente no 100000. Nas ultimas centenas de quilômetros já andava com a quilometragem total, ao invés da função TRIP A, de uso diário para controlar a autonomia do tanque.

E lógico que, para futuras referências (e chegou, é hoje! :D), sabia que teria que parar, retirar as luvas, tirar foto com 99999, guardar o celular, recolocar as luvas, andar mais um quilômetro e fazer tudo de novo (claro que eu fiz!). Só esperava ter tempo bom e em um lugar seguro e felizmente assim o foi.

Não foram só momentos felizes ou a passeio. A maioria das vezes foi indo e voltando do  trabalho. Atrasado em uma porção de vezes. Ou voltando para casa tarde da noite e cansado. Não somente tempo bom e estradas com asfalto perfeito. Muito transito, corredores apertados,  desvio de buracos, fechadas de motoristas e até de outros motociclistas (isto é muita sacanagem 🙁 ). Intempéries também foram constantes e bem variadas, como seria de se esperar de tamanha distância percorrida. Sol escaldante, neblina, chuvas torrenciais, ventos laterais tão fortes que andávamos inclinados, mesmo em linha reta, frio de congelar os dedos…

 

Mas o que fica disto tudo são as memórias de caminhos, dos extremos de temperatura, de sentimentos, dos cheiros e sons, de todas as vezes que andei angustiado, chorando ou dando gargalhadas de alegria.

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Já rodei muito mais desde então, bastante coisa rolou e continua rolando.

Algumas histórias valem a pena contar (outras melhor esquecer! 😛 )

✊🏻✊🏻

 

 

 

Sobre o autor

Fernando Ribeiro

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Por Fernando Ribeiro
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