By fe1st

Um metro e meio…

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…um pouco mais ou muito menos, dependendo da via, mas a distancia entre os carros, o famoso ‘corredor’, SEMPRE parece menos.

Especialmente nas grandes cidades uma das maiores vantagens da moto é poder ter fluidez no mar de carros. Fluidez esta que pode ser confundida com alta velocidade!

Ora, se com a via travada os carros mal passam de 20km/h. Andar entre eles a 60 é 200% a mais, imagine a 90, como nas vias expressas de sampa!!!

Mas não vou discorrer sobre dados técnicos, já existe bastante discussão a respeito.

A experiência divide sentimentos, que vai da claustrofobia (ou será que existe uma fobia para a distancia entre os carros no transito? 😉 ), repulsa e vai até a quase insanidade.

Se o post anterior falava de sentimentos e sensações, aqui falamos de vida, ou mais precisamente, sobrevivência. Navegar é preciso, e enfrentar a fúria da água faz parte do treinamento de todo marinheiro.

E assim como quem é novato em cruzar os mares, também é necessário um amadurecimento no mundo das duas rodas. Chega ao nível do pavor a primeira vez que se encara andar por entre os carros, ainda que em uma velocidade bem baixa, e se tiver tanto tempo de corredor quanto de familiaridade com as motos, aí a tensão é maior. Percorrer um trajeto curto, pode deixar o corpo bem dolorido e até dor de cabeça 😛

Aí temos na outra extremidade quem atravessa com facilidade distancias urbanas longas, trafego pesado e vias expressas, uma combinação de fatores que, aliados a negligência ou ao excesso de confiança (dá pra substituir por inocência na forma de conduzir dos motoristas e de outros motociclistas), frequentemente ocasionam em incidentes e acidentes, e ajudam a construir o estereótipo de moto é perigoso…

Falar com quem não anda de moto, com quem não mora nos grandes centros ou especialmente com gringos sobre este hábito é ser automaticamente diagnosticado com um déficit de sanidade.

E fazendo mais um paralelo, o que aprendemos com o acúmulo de horas de navegação é que o fator mais importante em todas as circunstancias é encontrar  equilíbrio.

Na moto, estar em movimento é intuitivamente estar em equilíbrio, com o correto posicionamento, distribuição de força nas frenagens, inclinação, etc…

Nos corredores aplicamos uma outra forma de equilíbrio, o que favorece a harmonia aos outros veículos para minimizar os riscos à vida (de todos).

 

maxresdefault2 (imagens do google images)

 

“A liberdade de um termina onde começa a do outro”. Não precisa muito, basta respeitar o próximo.

 

 

Sobre o autor

Fernando Ribeiro

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Por Fernando Ribeiro
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